AVENGED SEVENFOLD - THE WICKED END

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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Resumo da aula do dia 22 de Fevereiro.

A passada aula de Filosofia do dia 22 de Fevereiro iniciou-se com a pergunta "Quais são as semelhanças entre a escolha moral e a construção de uma obra de arte?",gerando-se assim um debate.
Após isto conversamos sobre alguns preconceitos á moral,concluindo que são frequentes alguns mal entendidos sobre a ética e em particular sobre moral,como por exemplo:moral e sexo-ainda hoje mas sobretudo no passado identificava-se apressadamente moral e ética com proibições relativas á sexualidade.
De seguida visualizamos um power-point sobre dois conhecidos filosofos:Kant e Aristóteles.Com isto a professora prentedia que chegassemos as seguintes conclusões:
-O fim das acções humanas é a felicidade;
-A felicidade identifica-se com a prudência;
-A felicidade consiste na investigação filosófica;
-A investigação filosófica conduz a esta sabedoria da vida.
No final da aula ainda estivemos a reflectir sobre sentimentos,afectos e emoções,relacionando-os com um filme.

Sócrates

(c.469-399 a.C) Uma das figuras mas carismáticas e enigmáticas da HISTÓRIA DA FILOSOFIA. Embora não tenhamos conhecimento de qualquer escrito seu, a sua influencia sobre os filósofos gregos posteriores foi enorme. Pouco mais se sabe acerca da sua vida, alem que participou na guerra do Peloponeso e foi condenado à morte sob a acusação de impiedade, de nao acreditar nos deuses da cidade, de introduzir novos deuses e de corromper a juventude. Pouco se sabe também acerca do seu pensamento, apesar de ser protagonista de muitos dialogos de PLATÃO, pois é dificil diferenciar o Sócrates histórico da personagem Platónica. Para Sócrates a FILOSOFIA é um modo de vida, e por isso, fazia filosofia na ágora(praça publica), no ginásio ou nas ruas de Atenas, dialogando com quem dispisesse a investigar com ele qualquer CONCEITO MORAL. Começava por pedir ao seu interlocutor a DEFINIÇÃO de uma virtude, como a JUSTIÇA, e depois, através de perguntas e respostas, fazia-o chegar a uma conclusão contraditória com a definição que tinha apresentado. Com este metodo de REFUTAÇÃO procurava mostrar áqueles que pertendiam ser sábios que as suas crenças eram inconscientes e, deste modo, leva-los a formular creças mais adquadas. Apesar de afirmar de não saber as respostas ás questões que punha sobre as definições, há algumas ideias que pareçe ter assumido. As mais importantes são que a virtude, embora não possa ser ensinada, é CONHECIMENTO; Que ninguem faz o mal voluntáriamente; Que não se pode fazer mal a um homem bom; Que é pior fazer do que sofre o mal; E que todas as virtudes se reduzem a uma, o conhecimento do que é e não é bom para um ser humano.
GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA

Eu escolhi o tema número 1 dos temas propostos pela professora, que diz "Uma adolescente grávida tem de decidir entre ser mãe solteira e abortar".
Antes de mais vou dar a minha opinião sobre o aborto.
Eu sou contra o aborto pois penso que não se deve matar uma vida inocente so porque os pais não tiveram cuidado ou simplesmente não se acham com as condições necessarias para criar um filho.
Cada vez mais em Portugal se está a notar um envelhecimento da população e por isso acho que o governo deveria aumentar as medidas relativas ao abono famíliar e especialmente apoiar estes casos de mães solteiras.
Apesar de ser contar o aborto eu não rejeitaria a hipótese de abortar neste caso, pois não passa de uma adolescente grávida, que não pode trabalhar e grande parete das vezes são expulsas de casa pelos pais.
Mães solteiras e sem sítio para onde ir é uma situação lamentavel e triste, mas cada vez maior em Portugal e o nosso governo além de incentivar medidas á natalidade deveriam preocupar-se também em evitar situações destas que vão aumentando de dia para dia.
É dificil de tirar conclusões neste tipo de caso, estranhamente para mim que sempre foi contra o aborto, mas neste caso fico indiferente.Será preferivel a adolescente abortar e seguir co ma sua vida ou ter o filho sem condições para o fazer mas com a consciência de que esta a salvar uma vida?
Resposta dada por:Rui Pinto nº17 10ºB

Resposta 2 do Grupo II da ficha de avaliação

2. Em países em que a criminalidade sobe em flecha têm-se organizado enormes manifestações em favor da aplicação da pena de morte.
Haverá o direito de matar os criminosos?


Na minha opinião, não há o direito de matar um/ vários criminosos. Sou a favor do sofrimento de um criminoso, mas não da pena de morte. Seremos nós um ser superior capaz de julgar conscientemente sobre a vida de um outro ser humano? Algumas pessoas nem sequer são capazes de julgar sobre a sua própria vida para o dia-a-dia, será que essas pessoas são capazes de colocar no "corredor da morte" um homem que, quando o vêem sentado no "banco dos réus", o intitulm de criminoso sem primeiro ouvir os factos? Não sei se a minha opinião importaria, mas eu acho que um ser humano não deve decidir se um outro ser humano deve morrer "frito" numa cadeira eléctrica ou permanecer vivo e encarcerado numa prisão atá ao fim dos seus dias (se for esse o caso). Não, isso cabe a um ser superior, ao qual os Católicos chamam Deus, os Muçulmanos chamam Allah, os Budistas chamam Budda e os Judeus chamam Jeová. É esse ser superior que devia ter julgado Sadam Houssein e muitos outros casos da actualidade. Não me venham aqui dizer que estas pessoas, uma vez presas, iriam comandar ataques terroristas atravás duma "solitária" da prisão de Guantanamo. Matá-las não iria resolver o problema, porque estas organizações não têm um chefe específico. Ou serão as penas de morte um aviso de "Não páras de fazer bombas e vais para a cadeira eléctrica"? Se for, deixem-me dizer o seguinte: vocês são piores do que eu a dar avisos. Quando um governo mata uma pessoa que cometeu um genocídio, é para fazer homenagem às vìtimas? Estão-se a tornar também assassinos. Em vez de matarem podiam fazer um memorial e deixavam o assassino "apodrecer" na prisão. Se calhar dormiam melhor à noite. Custa-me tanto estar a escrever isto, sabendo que há pessoas conscientes neste mundo. As pessoas dizem: "Vamos ser conscientes e ajudar a reconstruir o Haiti". Que tal também pararem com estas manifestações a favor da pena de morte?
Esta é a minha opinião, lê quem quer, tal como pensa quem quer.

Resposta escrita pelo aluno Filipe Monteiro, nº8

Gravidez na Adolescência - Mãe solteira ou aborto ?

A gravidez na adolescência é uma problemática muito complicada e com ideias/posições diferentes.
De facto, uma gravidez, ter um filho é uma decisão que deve ser bem pensada e estruturada seja em que idade for, então na adolescência, os problemas deparados são ainda mais complexos. É preciso analisar a condição física da mãe, a condição financeira, os hábitos que tem e o que implica esta mudança na sua vida. Sou de acordo em que o aborto deve ser feito apenas em casos extremos e não por descuido ou irresponsabilidade, mas também será que a gravidez na adolescência não terá sérios problemas na vida da mãe e do bebé?
Cada caso é um caso e nenhum é igual, mas na minha opinião, não deve ser feito o aborto pois a dádiva da vida, de um novo ser que é o nosso fruto, consciente ou não, é uma maravilha da vida humana que se trata. Não é justo acabar assim com o caminho de alguém que nem sequer oportunidade teve de tentar, oportunidade de lutar contra as dificuldades, quer sejam psicológicas/económicas, mas pelo menos acreditar e dar a oportunidade que nos deram a nós um dia. Mesmo que a solução passe pela adopção, acho que é o preferível a ser feito pois o acto de aborto, em qualquer situação ou caso, não deixa de ser o eliminar de uma nova vida, uma nova esperança.
Em suma, concordo que o aborto deve ser feito em casos de violação, pois a mãe não o pode evitar, mas todas as outras, incluindo o caso de deficiência e este, da gravidez na adolescência, o aborto não deveria ser solução, mas sim amar e dedicar, ao futuro filho, tudo o que existir, tudo o que se poder dar.

Elaborado por : Hélder Carvalho Nº30
Postado por : Mariana Braz Nº31

Resposta 3. da ficha de avaliação

O pensamento do autor está bastante relacionado com o conceito de interculturalismo.
O conceito de interculturalismo promove o respeito para com as outras culturas, incentivando o diálogo intercultural. De acordo com o pensamento do autor, o ser-humano não é um ser individual, é um ser social que só perdura na sociedade.
É bastante importante apercebermo-nos que ao cooperarmos todos juntos, podemos resolver problemas à escala mundial. Há problemas que não são só nossos, ou seja, problemas que apesar de ocorrerem nas regiões podem ter repercurssões à escala planetária.
De certo modo, o mundo ao abster-se da igualdade que cada estrato social ou étnia apresenta, nunca conseguirá atingir o equilibrio. O mundo terá de ser caracterizado como um todo, em que todos nós teremos o mesmo valor apesar das nossas crenças, sexualidade, entre outros aspectos.
O interculturalismo ao promover o diálogo intercultural vai desencadear uma moldagem das tradições de forma a actualiza-las. Devemos ter consciência que o isolamento cultural, tal como o etnocentrismo, racismo e a estagnação só atrazam o ciclo harmonioso do mundo e deste modo o caos não estará muito longe de se instalar.

Resposta a uma pergunta do teste de avaliação

Foi-nos dado um conjunto de enunciados relativos aos valores, desse conjunto tínhamos que escolher qual a alternativa mais correcta, ao nosso ver.
Estes eram os enunciados:
1. Os factos relacionam-se com o mundo em si enquanto os valores se relacionam com o sentido que o ser humano lhes dá.
2. A valoração é uma actividade do sujeito que transforma a realidade objectiva em algo subjectivo.
3. Os valores residem nos objectos, tendo o homem apenas que os descobrir.
4. Os valores não interferem nas decisões porque a realidade em que o homem tem de agir consiste, objectivamente, num conjunto de factos.
A resposta dada foi a seguinte:
Considero as alíneas 1 e 2 correcta pois é algo verdadeiro, para mim faz todo o sentido. Os factos são constatações de acontecimentos (ex.: eu ontem fui ao ao cinema), enquanto valorar é quando um objecto ou outra coisa nos deixa de ser indiferente, passa a ter algum valor sentimental (como nós costumamos dizer) para nós, quando lhe damos estima.
Jamais concordaria com as alíneas 3 e 4, pois os objectos têm valores, não são feitos com valores, nós humanos é que lhes damos valor quando os recebemos. O homem toma as suas decisões tendo em consideração os seus valores, a sua forma de vida, a sua cultura, as suas tradições. Ele não toma decisões tendo em conta um conjunto de factos, se aquilo é bom ou mau, não, o homem não pode ser assim tão superficial tem que reflectir, naquilo tudo que já aprendeu e nos seus objectivos a atingir e valores.

Daniela Formigal n.º5

O valor é uma tomada de posição

Após a leitura e analise do texto, posso concluir que a ultima afirmação refere-se ao principal objectivo da Filosofia, que é o de não permanecermos neutros perante as situações que viviemos e que se nos colocam.
Ao valorarmos uma situação, pessoa ou objecto estamos a tomar uma posição positiva ou negativa em relação a essa situação, pessoa ou objecto, logo deixamos de permanecer neutros e passamos a ter um papel activo na sociedade através da nossa opinião fundamentada em certos argumentos.
Através das caracteristicas dos valores como a bipolaridade e a hierarquia abdominamos os valores negativos e apreciamos os valores positivos sendo que infelizmente existem excepções ao que acabei de mencionar, com por exemplo: os pedofilos, os assassinos, etc, isto levanos a tomar posições e agir de maneira que ponhamos em prática os valores que mais apreciamos, porém se não houvesse hierarquização dos valores considerariamos todos os valores e acções como equivalentes, como refere Louis Lavelle, no seu excerto do tratado dos valores e isso seria bastante negativo para nós como pessoas membros de uma sociedade, pois viveríamos o dia á dia sem nenhum objectivo e sem linhas orientadoras de vida, por isso é que a hierarquização dos valores é tão importante já que nos leva a fazer escolhas em detrimento de outras.
Porém nem sempre é fácil construir a nossa pirâmide pois os valores são subjectivos e relativos, logo a pirâmide vai ser muito pessoal, pois reflete a personalidade pessoal, o percurso de vida, a cultura, os gostos e as aspirações dessa pessoa.
Para termos o modelo em que nos possamos basear o filósofo Maslow debruçou-se sobre esta problemática e criou uma pirâmide em que nos podemos e devemos basear, este filósofo defende que em primeiro lugar devemos satisfazer as nossas necessidades fisiológicas, pois só após concretizarmos todas as nossas necessidades é que podemos passar ao niverl seguinte que é o de segurança e este esquema repete-se, só após as necessidades deste nivel estarem concreterizadas é que podemos avancar para o nivel social, em seguida para o nivel de auto-realização, porém a nossa pirâmide não é eterna pois evolui com a pessoa.
Esta teoria de Maslow é muito importante pois é o valorar e a hierarquização dos valores que nos distingue dos animais, porém Maslow defende que se realmente somos seres racionais temos que atingir os dois ultimos niveis para que realmente sejamos considerados seres humanos porque até os animais satisfazem as suas necessidades fisiológicas, também procuram segurança e conforto e até algumas espécies tem necessidades sociais, pois vivem em grupo. Logo o que realmente nos distingue dos animais é o facto de conseguirmos nos estimar a nós próprios e a procura da nossa auto-realização. Em suma possso concluir que o acto de valorar é inerente ao homem, pois só o homem é capaz de valorar uma situação, pessoa ou objecto que seja digno de estima.
Por fim posso dizer que "o homem é a medida de todas as coisas" pois o acto de valorar depende inteiramente de um sujeito, o Homem.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Resumo da aula de Filosofia

No dia 9 de Fevereiro de 2010, começamos a aula com um resumo sobre a unidade da dimensão ético-política inserido no tema análise e valoração da experiência convivêncial. Neste resumo a professora expôs alguns conceitos como a Moral e a Ética que passarei aqui a citar “A vivência humana realiza-se em coexistência com os outros, e por isso a acção humana implica o estabelecimento de relações que podem ser de solidariedade mas também de antagonismo e conflitualidade, por isso analisamos os domínios da Ética e da Moral, em que as decisões do agir são estabelecidas pela própria consciência do indivíduo, e depois, o espaço da política e do direito, em que as orientações do agir humano são resultantes de códigos de conduta impostos e controlados por forças exteriores. Para ilustrar diferentes concepções acerca da Moral, pomos em confronto as perspectivas clássicas de Aristóteles e Kant com o utilitarismo/consequencialismo.
Para melhor perceberem o que é o utilitarismo e o consequencialismo irei utilizar o meu dicionário de Filosofia para vos dar uma pequena noção desses conceitos.
Utilitarismo: uma forma de ética consequencialista em que o fundamental é promover imparcialmente a felicidade e o bem-estar.
Consequencialismo: defende que devemos optar pelos actos com as consequências mais valiosas ou seja devemos agir sempre da forma que resulta nas melhores consequências.
Após esta introdução á unidade passamos a estudar o tema A autonomia do sujeito moral, aqui abordamos problemáticas como se pode considerar uma pessoa um sujeito moral. Uma pessoa só pode ser considerada um sujeito moral quando interioriza as normas e os costumes das regras morais.
Porém a acção só é moral quando é efectuada segundo a intenção do sujeito.
Em seguida passamos a estudar e a reflectir sobre a intenção na acção moral, neste tema abordamos a intenção como factor principal da acção ou seja a acção moral apenas tem realmente valor se for praticada com intenção ética.
Este tema fez-nos entrar em debate através da pergunta Será de condenar uma mãe que rouba para matar a fome a um filho?
Esta pergunta levou-nos a reflectir sobre a nossa sociedade pois numa sociedade bem estruturada e justa uma criança nunca deveria passar fome porém isto não passa de um ideal como o do comunismo que na realidade não funciona. Pois para dar aos pobres é necessário retirar aos ricos, logo estes ideais nunca funcionariam pois os ricos não o aceitariam. E como as conversas são como as cerejas, que quando pegamos numa vem logo outra atrás, passamos para outro tema: a legitimidade dos ricos em o serem pois trabalharam para isso, sendo que depois passamos ao tema da diferença de ordenado entre diferentes profissões, aí ouvimos diferentes opiniões, também ouve uma pequena discussão sobre a frustração de não se estar no emprego desejado e para que se trabalhou. No fim falamos um pouco sobre pessoas que não sendo tão cultas como outras se adaptaram melhor ao meio. Durante o debate a professora encorajou-nos a defender-nos os nossos argumentos.
Após o debate e no fim da aula professora partilhou connosco uma definição do amor alertando-nos que amar não significa gostar sempre.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

letra da música dos the fray"how to save a life"



Como salvar uma vida.

Primeiro passo: tu dizes,"nós temos que conversar"
Ele recusa, tu dizes: "senta-te, é só uma conversa"
Ele sorri educadamente pra ti
Tu educadamente, o encaras
Uma escapatória à tua direita Enquanto ele vai à esquerda,
tu permaneces à direita Entre a linha de medo e culpa
E tu começas a perguntar por que vieste


Onde eu errei, eu perdi um amigo
Em um momento de amargura
Eu ficaria acordado contigo a noite toda
Se eu soubesse como salvar uma vida

Esclarece a ele que tu és mais experiente
Porque, tu és mesmo
Tenta ultrapassar tua defesa
Sem garantir inocência
Faz uma lista do que está errado
Os conselhos que tu sempre deste a ele
E reza para Deus que ele te escute
E reza para Deus que ele te escute

Onde eu errei, eu perdi um amigo
Em um momento de amargura
Eu ficaria acordado contigo a noite toda
Se eu soubesse como salvar uma vida

Enquanto ele começa a erguer a voz
Tu diminuis a tua e dá-lhe uma última
escolha
Dirige até que tu te percas
Ou parte com aqueles que tu seguiste
Ele fará uma das duas coisas:
Ele admitirá tudo o que fez
Ou ele dirá que não é mais o mesmo
E você começará a se perguntar
por que veio

Onde eu errei, eu perdi um amigo
Em um momento de amargura
Eu ficaria acordado contigo a noite toda
Se eu soubesse como salvar uma vida

O Meu Valor Primordial: FELICIDADE




Amigos

O coração é o refugio
dos sentimentos
O coração é o refugio
dos sonhos
Vocês são o meu sonho, o meu anjo, o meu porto de abrigo, o meu refugio
O meu coração vos pertence…

Já me viram chorar por desespero
Já me viram rir sem parar
Já me viram chorar por capricho
Já me viram rir por cinismo.

Todos os recantos do meu ser
são vossos conhecidos
Vocês são simplesmente
as pessoas mais perfeitas
herdeiros do meu mundo e do meu coração.

Em memória de todos os momentos
bem passados ao vosso lado
Em memória de todos os carinhos,
de todos os abraços
Em memória da nossa eterna amizade
Escrevo para vos dizer o quanto vos adoro…

Mónica Martins Nº15

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Uma mão amiga - Haiti


Ultimamente, quando ligo a televisão todos os dias só ouço notícias trágicas sobre a catástrofe que se abateu sobre o Haiti.
De 5 em 5 segundos ouço que o número de mortos aumenta e há cada vez mais destroços.
Sinto que o meu lugar não é aqui! Sinto que como tantos outros posso ser um ombro amigo que se disponibiliza e estende a mão para quem tanto precisa.
É agora que decido… é para lá que eu vou! É lá que alguém me chama, é lá que eu vou dar uso à palavra ‘solidariedade’.
Marco viagem, vou rumo a um país onde sei que muito coisa me vai chocar! Sei no ‘inferno’ que me vou meter! Durante o voo vou-me mentalizando e preparando para tudo aquilo que vou presenciar! Trago na bagagem tudo aquilo que lhes vou poder fornecer. Desde bens alimentares, a roupas que já não uso e calçado que não me faz falta.
Aterro em terra fértil do Haiti, ainda não cheguei ‘à boca do lobo’ e tudo aquilo já me impressiona! Há miséria por todo o lado.
Até nas zonas mais ricas e menos destruídas se sente o desespero que paira do outro lado! E é ao passar por aí que tento acreditar que o que me espera do outro lado não é assim tão desastroso.
É aí que me engano, acabei de passar a fronteira e entrei em Port-au-Prince.
Não sei como explicar aquilo que vejo, não sei como explicar aquilo se sinto. Não sei se me apetece chorar com toda a miséria que vejo ou se estou de tal maneira chocada que parece sentir a minha cara petrificada e não conseguir largar uma lágrima que seja.
Aqueles olhos das pessoas que me focam só me transmitem desespero e sofrimento.
Aqui predomina a lei do mais forte, daí a violência que se apodera das pessoas, pois todos aqueles que lá estão têm noção que a tragédia foi de tal maneira prejudicial que por mais ajudas que haja, tudo aquilo que lá está, todos os recursos que lá chegam são escassos. Todos os dias lutam para saciarem a sede e fome que encarna nos seus corpos e os deixa cada vez mais frágeis e débeis.
É um verdadeiro cenário de pobreza.
Cada segundo que passa é uma lição de vida para mim! Desperdiçamos tanto, discriminamos tanto, que tudo aquilo que até aqui achava indispensável na minha vida, passaram a ser factos irrelevantes.
A dor de perda que estas pessoas sentem pelos familiares queridos que morreram ou que ainda se encontram desaparecidos debaixo dos escombros é arrasadora.
Os campos de concentração são horrendos e não têm qualquer tipo de higiene. Há uma enorme facilidade no contágio de outras pessoas devido à falta de meios médicos que existem, porque nesta altura só se podem encontrar internados aqueles que realmente necessitam de estar acamados. Tudo o resto sobrevive perante a lei do mais forte.
O que mais me custa ver são as crianças pequenas que perderam os pais nesta tragédia e que agora estão à espera de lugares dignos em instituições.
A carência das pessoas é tanta, a falta de afecto é enorme e a realização das necessidades básicas é gigante.
São situações que atingem o extremo e que me impressionam a cada segundo.
Vou ter com um dos responsáveis da AMI que lá se encontro e deixo-lhe todos os bens que trouxe.
Posto isto, sinto que a minha viagem se pode dar por concluída porque sinto que aquilo que necessitava fazer já o realizei.
Comigo levo todas aquelas imagens que me chocaram, mas também levo as imagens que me impressionaram pelo facto de presenciar a força de vontade que muitos têm em lutar todos os dias para a sobrevivência.
Tornei-me uma pessoa mais madura e sensível.
Venho-me embora e a cada passo que dou, agradeço toda a comida que me cai todos os dias no prato e de toda a saúde que posso orgulhar-me de ter!

Uma viagem para além da sabedoria:




Aconteceu o que eu mais temia, ficar sozinha no mundo. Eu, os meus pais e os meus irmãos fomos de carro até ao Algarve, o que iria ser umas férias maravilhosas acabou por ser uma tragédia. Fomos vítimas de um acidente e eu fui a única sobrevivente, eu morri por dentro nesse dia, não fazia sentido viver sem as pessoas de quem mais gosto. Como ainda não sou de maior idade tive que ir para casa dos meus avós na Índia.
Embarquei sozinha, com destino a Nova delia, a capital da Índia. Sempre tive curiosidade em conhecer e descobrir este país tão maravilhoso, mas sem os meus pais não faz sentido estar cá. Cheguei a Nova delia sozinha, e fui ter a casa dos meus avós onde fiquei a morar, tudo era tão diferente, é um mundo completamente à parte com uma cultura que nada se perecia com a minha, o meu avô já me tinha falado muito sobre a índia mas nunca pensei que fosse assim. Inicialmente fiquei muito assustada e perdida mas com o tempo fui descobrindo o fascínio desse país. Eu sei que nunca vou esquecer quem perdi e que a dor nunca vai passar mas tenho que aprender a viver com eles só em pensamento e no coração. Mas tinha de olhar em frente e seguir com a minha vida, então o meu avô veio comigo para me explicar e mostrar a cidade. A Índia tem como língua oficial o Hindi e o Inglês e 1,132,446,000 habitantes é o segundo país mais populoso. Com uma área total de 42,7 km², Nova Deli forma uma pequena parte da área metropolitana de Deli, e se localiza na planície Indo-Gangética, motivo pelo qual existem poucas alterações na altitude da cidade. Segundo a cultura hindu, cada pessoa origina-se de uma parte diferente do corpo do deus Brahma. É uma herança que se adquire ao nascer e que determina a casta à qual se pertence para o resto da vida. O casamento só pode acontecer entre membros da mesma casta. Esse sistema foi abolido na índia desde que Mahatma Gandhi, líder pacifista lutou para sua libertação. Mas alguns habitantes mais conservadores ainda o valorizam. A cultura da Índia é a expressão de uma das mais antigas e diversificadas civilizações do planeta, portanto inclui grande número de manifestações em todos os campos, desde a literatura e a arquitectura até, modernamente, o cinema, a alimentação básica é constituída por cereais e pelas famosas especiarias com poderes medicinais, o tempero mais utilizado é o Iogurtes e queijo coalho seco não podem faltar. Apesar de algumas regiões consumirem peixe, galinha e carneiro, grande parte da população é vegetariana. O chá, preparado com açúcar e leite, é a bebida favorita. Ainda tenho muito para descobrir porque a índia é um país enorme.
Foi tudo o que aprendi, no dia que cheguei a Nova delia, mas ainda tenho muito mais para descobrir. Sei que a minha vida partir de agora vai ser muito complicada porque tenho que me habituar a viver sem os meus pais,os meus irmãos e num país completamente diferente do meu, mas tenho a certeza que vou aprender a gostar de viver na Índia!
Mónica Martins nº15

Observações relevantes - viagem à Nigéria

Dia 6 de Março, de 2010
Querido Diário,
tenho vindo a aperceber-me de que os protagonistas solitários desenvolveram a técnica de persuadir, embora o conceito de persuasão possa muitas vezes adquirir conotações negativas.
Sendo assim, os protagonistas solitários não são persuasivos, mas sim manipuladores, têm uma maneira dissimulada de nos influenciar com o seu constrangimento. Esta metodologia humana paralisa-me o pensamento, deste modo resolvi viajar para outro país, os chamados países em desenvolvimento (embora eu não perceba bem o porquê do empreendimento deste conceito, se o seu desenvolvimento está congelado); para eu própria não me tornar uma das protagonistas solitárias, ao presenciar factos realmente marcantes.
Marquei o meu voo o mais rapidamente possível e nem pensei duas vezes no meu destino, sendo este a Nigéria.

Dia 8 de Março de 2010
Querido diário,
acabei de embarcar no avião dei no avião, inicio a mentalização de que aquilo que irei presenciar, não será de maneira alguma fácil. Amedida que nos íamos aproximando as minhas dúvidas e medos iam aumentando.
São 10h da manhã, aterrei na cidade de Irolin. Aqui o ar é pesado, as respirações são aceleradas e os olhares são repletos de medo e ódio.
As pessoas lutam todos os dias para sobreviverem, nem que tenham de recorrer a furtos ou violência, é a dita lei da sobrevivência.
E ainda há pessoa que se atrevem a dizer que são insignificantes ou pelo facto de não terem conseguido licenciar-se ou até mesmo porque hoje não lhe deram a devida importância. Devo dizer que face a estes factos de pobreza e fome, o termo “insignificância” é meramente ilusório, duma maneira ou de outra todos nós causamos impacto na sociedade, independentemente da raça, da religião, de qualquer estereótipo. Ninguém tem o direito de se auto-intitular como insignificante, é uma estupidez, pois não são os problemas e desgostos subjacentes que nos rebaixam como pessoas e não são este tipo de acontecimentos que nos limitam de pensar e sobretudo de viver.
Posto isto, a discriminação e horror com aqui me deparo levam-me a ponderar seriamente sobre o peso da minha geração face ao mundo em que vivemos. O amanhã depende de nós, se todos nós nos unirmos poderá haver a hipótese de suavizarmos esta dura realidade. E devemos sempre lembrar-nos que sempre que “caímos”, devemos levantar-nos, pode parecer unânime dito por palavras, mas é a nossa consciência que torna tudo mais complexo, pois no mundo há quem esteja em pior situação do que nós, que foi precisamente o aqui pude visualizar. É sempre bom entrarmos em contacto com situações extremas, pois levam-nos a abrir os olhos em relação aquilo que tem realmente importância.
Esta viagem foi bastante chocante para mim, mas com ela tirei várias lições de vida, nunca devemos emancipar-nos logo também não devemos rebaixar-nos, temos que implementar a convicção e o optimismo nas nossas vida de modo a podermos causar a diferença e tornar-mos o mundo, um melhor lugar, pois há quem precise da nossa ajuda.
Despeço-me deste país com muita saudades e muito agradecida, por ter apreendido tanto e por ter amadurecido de certo modo.
Agora que todos os factos que presenciei estão organizados na minha cabeça, devo salientar que a realidade é manipulável, tudo se pode moldar, é só uma questão de nos mentalizarmos que somos capazes de tudo!

Resumo da aula do dia 8/2/2010

Na passada aula, do dia 8 de Fevereiro de 2010, iniciamos a aula com o tema intenção ética e norma moral enquadrada no capítulo 4 com o título “A dimensão ética/política: análise e compreensão da experiencia convivencial”, onde a professora nos colocou a questão o que é a moral, o que é a ética e a diferença entre as duas, também falou outra vez da importância da Filosofia e de que modo está inserida na nossa vida, onde efectuamos um esquema para melhor compreender aquilo que a filosofia desenvolve.

Moral: é um corpo de normas ou de regras que regem os comportamentos dos indivíduos de modo a procederem de harmonia com o que numa sociedade é tido como dever ou como bem.
O termo moral deriva do termo latina mores, que significa costumes. Entre os Romanos, o termo mores referia-se especialmente aos códigos e impostos pela comunidade definiam o que os indivíduos deviam ou não fazer.
O termo ético de grego ethos, também relacionado com costumes, mas apontando para uma dimensão mais interior, remetendo igualmente para a acção, o ethos grego apresenta um significado mais conotado com a intenção ou com a finalidade dos actos do homem virtuoso.

Ética: é a reflexão sobre os actos humanos e sobre as regras morais que os norteiam para lhes determinar o fundamento que permite avaliá-los em termos de bem e de mal, de seguida realizamos exercícios de aplicação à matéria.
Heteronomia são as normas que existem independentemente do sujeito, são exteriores.
Norma Moral é uma regra de carácter social que permite ao ser humano, na sua relação com os outros, discriminar o que é bem e o que é mal.
Para concluir, há circunstâncias em que temos de distinguir a moral da lei, exemplo; conduzir com excesso de velocidade e atropelar uma pessoa, significa infringir as regras de trânsito e, simultaneamente, as regras morais.



Mónica Martins Nº 15

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Olhares diferentes.


Não aguento mais estes olhares de diferença, de repugnância, de desprezo. Sou como todos os outros, tudo bem que sou de outra raça, mas por ter cor diferente, cultura diferente, tradições, religiões diferentes dos outros, mas devo deixar de ser respeitada por causa disso? As pessoas não têm esse direito, eu não deixo de ser como elas, tenho sentimentos como elas, juro que não entendo o porque de me olharem de lado sempre que passo na rua.
Acho melhor, apresentar-me chamo-me Maria tenho 16 anos, e á 10 anos que vivo em Portugal. O meu pai e a minha mãe são angolanos, mas a minha avó materna é a única portuguesa da minha família que eu conheço.
A minha mãe foi para Angola quando tinha 17 anos, foi com a minha avó e com o meu avô, eles foram para lá porque o meu avô foi colocado numa escola na sua terra natal em Luanda, o meu avô era professor de português, tinha vindo para Portugal como 18 anos, para poder ter um curso superior.
A minha mãe casou- se com o meu pai aos 23 anos, passado dois anos engravidou da minha irmã Ana e dois anos mais tarde teve-me.
Viemos os quatro para Portugal, pois os meus pais queriam que eu e a minha irmã tivéssemos oportunidades de estudo melhores. Quando chegamos cá, fomos durante um ano para casa da minha tia-avó, até os meus pais se organizarem para poderem comprar uma casa. O meu pai é dentista e a minha mãe é professora, a minha irmã estuda numa escola de artes em Lisboa eu numa escola secundária pública em Lisboa.
Vivemos num bairro perto do centro de Lisboa. No nosso bairro somos os únicos estrangeiros, ou seja, somos os "pretos" do bairro, sempre que saímos á rua os nossos vizinhos ficam a observar-nos como se fossemos algo raro no mundo, só por sermos de cor diferente.
No início pensei que fosse uma questão de hábito, pelo menos era isso que a nossa mãe nos explicava, mas agora, agora percebo claramente que eles sempre nos virão como seres diferentes e sempre nos irão ver, não são capazes de nos aceitar por sermos um pouco diferentes deles. Não têm coragem de nos olhar nos olhos e dizer bom dia, dizem-no por boa educação e quando o dizem olham para o chão, nunca nos encaram.
Não entendo, somos assim tão diferentes? Afinal de contas, eu respiro como eles, eu como e bebo como eles, eu estudo como eles, eu choro, eu rio, tudo como todas as outras pessoas existentes no mundo. Se faço isso tudo, porque que me tratam de maneira diferente? Porque me faltam ao respeito?
Eu e a minha família somos cristãos, vamos á Igreja todos as semanas. Respeitamos todos os feriados, as festas, tudo igual.
Há razão para sermos descriminados desta maneira?




Daniela Paiva Formigal 10ºB n.º5

A minha viagem à China

Cheguei à China hoje na companhia das minhas três amigas: a Mónica, a Marta e a Rita. O aeroporto é de uma dimensão inimaginável e as diferenças começaram a verificar-se a partir do momento em que saímos do avião. É tudo muito desenvolvido. É o verdadeiro mundo da tecnologia.
Depois de uma longa viagem, enfiamo-nos num autocarro com destino ao hotel de alojamento, onde descarregamos as malas e, depois, partimos à aventura. Tivemos a sorte de travar amizade com um rapaz, o Xī mēng (Simão em português) que é um dos guias turísticos da zona e ofereceu-se gentilmente para nos dar a conhecer a cidade. Comunicávamos em Inglês mas havia expressões difíceis de entender da parte dele devido ao sotaque chinês.
Ele começou por nos informar que a cultura chinesa é o berço de uma das civilizações mais antigas e complexas, cobrindo uma história de mais de 5 mil anos. A China cobre uma vasta região geográfica com hábitos, costumes e tradições que variam bastante entre províncias, cidades e povoados chineses. Disse ainda que existem muitos grupos étnicos na China, sendo esta quase uma cidade global.
Foi à mesa de um café tradicional chinês e ao sabor de um chá verde, que Xī mēng nos contou que a vaca é considerada um animal sagrado pelos chineses. Se alguém envenenar uma vaca na China, que o faça sem ninguém saber porque caso isso seja descoberto, o autor do envenenamento é condenado à cadeira eléctrica. Acrescentou ainda que as cobras correm risco de extinção e o motivo disso é que a carne do bicho em questão é tida como afrodisíaco e, às vezes, chega a faltar no comércio. Por ano, são consumidas 10 mil toneladas de cobra na China. Por terem enfrentado muitos anos de fome, os chineses habituaram-se a comer de tudo e isso ainda hoje se mantém. Xī mēng contou-nos um pormenor da cultura chinesa que nos deixou um pouco chocadas: os homens que morrem solteiros comprometem a próxima vida, por isso, os familiares tentam casá-los depois de mortos, enterrando ao lado do defunto uma mulher que acaba de falecer. Quanto mais precoce for a morte, melhor.
Relativamente à religião, ficamos a saber que uma grande parte da cultura chinesa é baseada na noção de que o mundo espiritual existe. Vários métodos divinos têm ajudado a responder a perguntas e até servido como alternativa à medicina. Os folclores e a mitologia também têm contribuído para preencher o espaço de coisas que não podem ser explicadas. Rivalizando com a crença no sagrado, há também o mal. Práticas como o exorcismo taoísta são um dos conceitos passados por gerações.
Todos os sítios encontravam-se enfeitados com jarras e Xī mēng disse-nos que os jarros de porcelana foram uma das primeiras formas de arte chinesa, tendo-nos oferecido um.
No final do dia, Xī mēng convidou-nos para jantar em sua casa e conhecermos a sua família. São pessoas muito educadas, rígidas e acolhedoras. Prepararam-nos um grande banquete e pudemos constatar que faz parte de um costume chinês dispensar o convidado de ter o trabalho de cortar a sua própria comida. Jantamos, pela primeira vez, com os tão conhecidos pauzinhos, abdicando dos talheres visto que a cultura chinesa considera o uso de facas e garfos à mesa como uma coisa bárbara, pois esses são vistos como armas.
O primeiro dia foi assim. Apesar de muito cansativo, ficamos a conhecer uma cultura totalmente diferente da que estamos habituadas e gostamos bastante da experiência, esperando nós continuar a descobrir coisas novas durante o resto da estadia.

A minha viagem cultural a África


Bem, decidi visitar o continente com uma cultura totalmente diferente da nossa -o grande continente Africano. Para isso, escolhi o país Etiópia, que é acolhido pelo rio Omo.
Para descobrir a rica cultura africana, decidi ir acompanhada por uma equipa de geógrafos para a tribo Hamar.
No meu primeiro dia, fomos muito bem recebidos pelo chefe da tribo, mostrando a sua hospitalidade através da «cerimónia do café». Uma cerimónia para dar as boas vindas aos hóspedes. Decidimos ficar 4 dias.
Nesse mesmo dia, assistimos a um ritual de masculinidade especialmente dedicado aos rapazes da tribo, para demonstrarem que já estão prontos para a vida adulta. Neste ritual acontece o famoso «Salto das Vacas». Os rapazes, com idades compreendidas entre os 12 e os 15 anos, têm de saltar sobre uma série de vacas postas lado a lado, por 4 vezes consecutivas, sem cair.
Os rapazes não podem cometer erro nenhum, pois arriscam-se a não conseguir o respeito da família, uma esposa ou um lugar entre os pastores da tribo, para o resto da sua vida.
Olhando para este tipo de cerimónias, para nós, os europeus, seria algo ridículo, até para mim, pessoalmente. Pois apenas para ganhar o respeito dos próximos, eles têm de pagar um preço muito grande, que se errarem, até os pode traumatizar. Nos nossos dias, na Europa, principalmente, nós não temos de fazer estes sacrifícios para sermos respeitados por alguém, nem fazer algo de extraordinário, basta sermos pessoas educadas.
Será preciso tanto apenas para ganhar respeito?
O dia acabou com danças tradicionais à volta de uma fogueira.
O dia seguinte começou com outro ritual estranho, chamado Bullah…e que me deixou um pouco triste. Neste ritual, as jovens solteiras da tribo são voluntariamente espancadas em nome do familiar do sexo masculino, para demonstrar orgulhosamente o seu apoio ao ente querido, que passa para a vida adulta. A explicação para este facto está relacionada com a criação de laços profundos com o iniciado, que perante situações mais difíceis lembrar-se-á do que a mulher passou e ajudá-la-á. A profundidade das marcas é no fundo a prova do que a mulher sofreu pelo irmão. As raparigas mais novas são desencorajadas a passar por este doloroso ritual e as mais velhas que o rejeitem são de certa forma discriminadas.
O açoitamento é um sinal de honra para as mulheres, que mais tarde ostentam suas cicatrizes com orgulho.
E outra vez, para nós isto seria um acto de barbaridade. O que mais me impressiona, é o facto de estas raparigas se sacrificarem desta maneira por boa vontade…
O dia seguinte começou com um ritual, igualmente chocante, que antecede um casamento. O jovem que se quer casar com alguma rapariga da tribo, tem de saltar por cima de vários touros alinhados, escolhidos pelos pais dela. A família da rapariga assiste a este ritual, e o futuro noivo não pode mostrar sob pretexto nenhum alguma marca de dor, mesmo que esteja a sangrar.
E apenas os pais decidem com quem a sua filha irá casar, pois ela não tem direito nenhum de escolha, apenas tem de obedecer. Em comparação com a nossa civilização -isto não acontece…Cada um de nós casa-se com quem ama ou com quem quer, tenha ou não o acordo dos pais. Também acho muito mal mostrar desta maneira que se merece casar com determinada mulher, pois os futuros noivos podem ficar com marcas e traumas para o resto das suas vidas…
Nesta tribo é costume as raparigas se casarem aos 17 e os homens a partir dos 30 anos. Por casa das doenças e por causa da esperança média de vida ser muito baixa, os homens acabam por morrer muito cedo. Um estudo demonstrou que em 39 famílias, 27 das mulheres eram viúvas, o que é bastante negativo.
Nos nossos dias, na nossa civilização, isto não acontece. Cada pessoa casa-se a que idade quer, desde que não seja menor de idade, e com quem quer; e a esperança média de vida é muito mais alta que em África, o que é muito positivo…
Durante esta visita, também assisti ao dia do mercado, um dia que se repete semanalmente, é um dia não só de comércio, mas também de convívio com as outras tribos próximas.
Após este convívio com a tribo Hamar, consigo afirmar que o facto de esta tribo, juntamente com outras, viver perfeitamente sem tecnologias, longe da civilização, espanta-me. Estas pessoas têm a perfeita consciência da nossa civilização, mas mesmo assim, preferem continuar a viver longe da civilização, conservando e protegendo a sua cultura única. Este facto impressiona-me simplesmente, pois eles não precisam de carros, riquezas, apartamentos luxuosos para se sentirem felizes.
Eles têm ideias diferentes da Beleza, em geral. Um exemplo disto, são as pinturas corporais. Para nós não nos dizem nada, mas para eles é um factor de beleza e atracção. Um homem que esteja pintado no corpo, é muito concorrido pelas mulheres da tribo. Nós, pelo contrário, ate somos capazes de nos rir quando o vemos.
Também uma simples pulseira ou um simples colar transforma a mulher numa muito mais bonita e atraente.
Mas apesar disto, os aspectos negativos que existem, na minha opinião, são os rituais, que apenas metem-nos muita pena ao assistirmos, pois alguns deles são bastante dolorosos…Consigo também concluir que um dos valores principais da vida deles é o RESPEITO.
Apesar destes aspectos todos, não só da tribo Hamar, mas também das outras existentes, nós apenas temos de aceitar essas diferenças e contrastes que nos distinguem, pois ao contrário da nossa civilização eles conseguiram conservar a sua cultura e tradições durante séculos…

Japão: Uma viagem espiritual.

“O que é que eu estou aqui a fazer?” esta é logo a primeira questão que me coloco ao acordar, pouco me recordo do dia anterior apenas de pequenas fracções, sei que apenas queria afastar-me do meu mundo para conseguir uma melhor perspectiva e clareza do meu percurso e das minhas escolhas e então finalmente tive a coragem de partir. E aqui estou eu, num país distante do meu onde o modo de pensar é diferente e distinto.
Por fim e após estas reflexões acabo por sair do futon pois decidi ficar num hotel tipicamente japonês e aqui dorme-se em futons, a principio pode não ser nada agradável porém sei que poderei me habituar com o tempo e é sempre bom para corrigir a postura.
Todos os hotéis típicos têm termas e é onde vou tomar o meu banho, aqui há uma parede que separa a zona dos homens da das mulheres, é realmente relaxante demoro-me mais um pouco a água morna e corrente acalma-me o espírito, sim acabo de me aperceber que é esse o objectivo, a calma aqui é um dos mais antigos ideais do espírito. Algumas mulheres vão saindo, acho que está na altura de irem tomar o café da manhã como se diz aqui. Passado algum tempo resolvo sair, já que o meu estômago exige-me o pequeno-almoço.
Na sala comum espera-me a primeira refeição da manhã, aqui as mesas são demasiado baixas, ao princípio estranho mas depois olho em volta e então tudo faz sentido, aqui ajoelhamo-nos para comer, a mim parece-me desconfortável mas enfim irei tentar. Ajoelho-me numa mesa ao canto e então aparece uma empregada vestida com um belo quimono, fico deslumbrada com os complicados padrões dos desenhos, sei que no Japão os quimono são considerados arte. Ela pergunta-me se desejo tomar o pequeno-almoço tradicional, eu respondo-lhe que sim (a minha pronuncia é completamente diferente da dos japoneses, mas a rapariga entende-me) o meu japonês ainda é muito básico mas dá para me desenrascar. Passado pouco tempo ela volta com “misso shiru” numa malga em porcelana e com um prato com arroz e pickles. Olho para o meu pequeno-almoço, sinceramente preferiria o pequeno-almoço do meu país mas vim para aqui com o intuito de experimentar e viver uma cultura totalmente diferente da minha, por isso esqueço os meus gostos e preparo a minha mente para novos sabores. Começo pelo “misso shiru” que é uma sopa feita á base de soja e bebo-a, bem o sabor é bastante diferente porém não posso considerar que seja um mau sabor, em seguida pego nos pauzinhos (aqui não se usa talheres) e tento comer o que está no prato, é bastante difícil comer arroz assim, é preciso ter perícia e ser rápida mas como para mim é difícil demoro bastante tempo a acabar a minha refeição enquanto como vou observando a harmonia da sala e reparo que segue as regras do Feng Shui ou seja baseia-se no fluxo de energia que os objectos transmitem tentando ao máximo evitar as más energias, considero essa teoria bastante racional pois também acredito na influência dos objectos pois tudo nos afecta mesmo que não nos demos conta disso. A sala contem bonsais que estão ligados á terra ou seja harmoniza a sala com a natureza e também existe uma tela com a imagem da montanha que significa força e pureza. Quando estou quase a acabar o meu pequeno-almoço a dona do hotel dirige-se á minha mesa, noto que é a dona do hotel devido ao seu quimono muito mais trabalhado e com complicados padrões de desenhos que são deveras muito mais bonitos que os da empregada, o seu penteado é demasiado complexo e contem variados ornamentos, os seus olhos estão maquilhados de preto e a boca está pintada de um vermelho vivo. Ela traz uma chávena de chá que posso concluir ser chá verde, ajoelha-se diante de mim e pergunta-me se gostei do quarto respondo-lhe que sim. Após mais algumas perguntas banais, começa por me dizer o seu nome: Yuki que significa neve, aqui todos os nomes tem um significado. Yuki conta que recebeu esse nome porque quando nasceu o seu pai olhou pela janela e viu neve na montanha, ele sentiu que era um sinal e então resolveu dar esse nome á filha para que a sua alma permanece-se tão branca como a neve no topo da montanha, concordei com Yuki no facto de ser um belo nome e de as razões dessa escolha terem sido uma das melhores. Ela sorri e diz-me que o nome duma pessoa é muito importante pois irá influenciar o seu carácter juntamente com outros factores, então ela pergunta-me o meu nome após ficar a sabe-lo, o seu rosto ilumina-se e explica-me que o meu nome significa aquela que é amada, não lhe respondo nada pois tenho as minhas dúvidas em relação a isso. Em seguida ela conta-me a história da sua família, com orgulho diz que pertence a uma longa linhagem de samurais, é importante a linhagem da família para estas pessoas e ser duma linhagem de um bom samurai é quase como se fossem da família real não por causa das riquezas mas sim pelos ideais que os seus antepassados apoiavam e também pelas técnicas que variavam de samurai para samurai. No fim ela diz-me que o seu irmão tem um dojo no sopé da montanha, um dojo é uma escola que ensina a arte dos samurais (o Kendo). Por fim despeço-me e saio para a rua, o hotel encontra-se na periferia da cidade. Ao sair reparo nas estátuas dos pilares que marcam a entrada do hotel, as estátuas representam o gato da sorte: Maneki neko.
Como já referi aqui acredita-se no poder dos espíritos que podem estar representados de muitas maneiras (através da natureza, de animais e até através de objectos).
Apanho o autocarro para Tóquio, a capital, quando chego vejo uma multidão de pessoas, sinto a vibração da cidade a fervilhar de actividade e de energia.
Enquanto caminho pelas ruas reparo na diversidade da forma de vestir, observo com incredibilidade as pessoas a usarem quimono, yukara, hakama, roupas ocidentais e cosplay. Reparo que as pessoas aqui não são preconceituosas, não olham de lado para pessoas que se vestem de maneira diferente da sua, como eu gostaria que na sociedade em que vivo o preconceito não fosse o prato do dia.
Estou na cidade da tecnologia, são imensos os arranha-céus e como hoje é domingo as principais ruas estão interditas ao trânsito devido á politica para diminuir a poluição numa cidade tão grande, então calmamente ando no meio da multidão e aprecio a cidade. Almoço sushi num restaurante de Tóquio.
Após o meu almoço decido apanhar o shinkansen, o comboio foguete, vou para o monte Fuji, o monte sagrado.
Quando chego é me impossível descrever a grandiosa paisagem que observo, realmente era impossível este monte não fazer parte da vida das pessoas aqui. Procuro o dojo do irmão de Yuki, este encontra-se no sopé do monte Fuji. Entro no dojo, um espaço amplo em bambu, procuro o irmão de Yuki vejo ao fundo uma pequena porta que penso dar para o jardim encaminho-me para aí. Tinha razão no jardim está o irmão de Yuki, ajoelhado a beber o seu chá, não o interrompo. Tenho a certeza que está a meditar, logo espero que termine dentro do dojo. Quando entra não fica surpreendido por me ver ali pois sentiu a minha presença quando fui ao jardim.
Cumprimento-o e digo-lhe que estou alojada no hotel de sua irmã. Ele acena-me e diz-me que se chama Natsu (Verão). Digo-lhe que gostaria de ter uma aula de Kendo. Ele sorri, começa por me dizer que quando se luta, luta-se por algum ideal, sem um ideal a espada não tem alma e sem alma uma espada acabará por cair. A técnica apenas aperfeiçoa o manejar da alma (espada). Natsu entrega-me um Shinai, uma espada de bambu e começa-me a ensinar algumas técnicas sendo que no fim da aula mostra-me que a espada reage a personalidades diferentes de maneira desigual ou seja se lutarmos pelo ideal mais correcto, a espada será-nos fiel.
Após a minha pequena lição de Kendo, vagueio pela aldeia do sopé do monte Fuji. Ao passar por uma casa, uma idosa convida-me a entrar, aceito de bom grado o seu convite. Oferece-me chá e um prato com vários doces típicos do Japão, Nerikiri, Monaka e Rakugan. Provo as Monakas e os Rakugans porém não me atrevo a comer os Nerikis que são uns doces feitos á base de feijão vermelho, odeio feijão. Enquanto conversamos explico-lhe porque estou no Japão, a idosa Sachiko (criança feliz) conta-me um pouco da sua vida diz-me que nasceu naquela aldeia e que quando tinha 20 anos decidiu ir viver para Tóquio, lá conheceu o homem com quem tencionava passar o resto da vida porém Ichigo (Morango) foi chamado para a 2ª guerra mundial e antes de ele partir Sachiko decidiu casar com Ichigo e nesse mesmo dia eles casaram sendo que Ichigo fez-lhe prometer que ela viveria por eles os dois. Então Sachiko conseguiu arranjar forças para sobreviver á Guerra porém Ichigo não voltou, um oficial deu a trágica notícia. Porém Sachiko confidencia-me que ele ainda vive no seu coração.
Infelizmente tenho que voltar, está a ficar tarde, ainda tenciona jantar no hotel da Yuki. Amanhã vou visitar os templos xintoístas e budistas, também tenciono visitar o castelo Nagoya que é um castelo tipicamente Japonês e que foi incendiado e reconstruído e por essa razão contém muitos amuletos contra incêndios. Estou ansiosa para que chegue o próximo sábado pois vou assistir ao Festival do rio Sumida-Gawa que se realiza sempre no último sábado de Julho, este é um Festival com fogo-de-artifício onde as pessoas vestem kimono e levam lanternas de papel.
Chego ao hotel bem cansada desta minha jornada.
A minha viagem cultural ao Tibete

Bem, eu e o meu primo chegámos ao Tibete ontem e digo-vos desde já que de facto é tudo o que nos haviam contado, isto é um país maravilhoso e encantador.
Devo desde já explicar onde fica o Tibete, ele é situado na República Popular da China, porém é uma região autónoma.
O Tibete é conhecido pelo tecto do mundo, isto é porque se situa num lugar elevado (montanhas do Tibete com destaque a montanha dos Himalaias), aqui não é nem muito frio nem muito quente pois como se situa no lugar mais alto do mundo chegam várias massas de ar quente e seco à região.
O nosso guia turístico levou-nos a vários locais do Tibete no entanto pareciam todos iguais e vocês podem perguntar porque então eu respondo, pareciam todos iguais porque no Tibete ao contrário de Portugal as pessoas são muito ligadas á religião apesar de que em Portugal predomina o cristianismo no Tibete a religião predominante é o budismo.
Aqui fala-se tibetano, é a língua mais falada na região e também no Butão, mas também tem as suas sub-línguas como o kham, o lassa e o amdo.
Tem maravilhosos rios com o triplo do comprimento dos de Portugal incluindo os rios Brahmaputra, Yang-Tsé e o rio Amarelo dentre deles todos só consegui ver estes três mas já estou muito contente pois sei que são os três maiores rios do Tibete é claro segundo o nosso guia turístico, ele também nos contou que no Tibete o líder religioso é o Dalai Lama um homem que foi atribuído o Prémio Nobel da Paz, no entanto a China pretende transformar o Tibete em seu território levando Dalai Lama a refugiar-se.

Espero que tenham gostado tanto de ler a minha aventura no desconhecido como eu a gostei de presenciar e relatar.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Viagem à Índia.

Bem, cheguei a Deli há um dia, e foi muito bem recebida, pelos donos da casa onde ia ficar esta semana.

Levaram-me para a sua casa e mal cheguei tive de tirar os sapatos a porta, é proibido usar sapatos dentro de casa, de seguida falaram-me da cultura e costumes da Índia.

Na Índia as pessoas tratam os convidados como um Deus, e servem-lhes comida e bebida, quando chegamos a casa eles tocaram com as mãos nos pés dos idosos, dizem-me que é sinal de respeito.

Na Índia, as mulheres casam-se com o homem que os pais escolherem, por vezes as crianças antes de nascerem já têm um casamento arranjado, e têm de ser da mesma casta, se tiverem uma casta inferior os pais ficam desiludidos com as filhas ou filhos, a festa do casamento pode durar vários dias.

Quando alguém morre vestem-se com roupa branca, e queimam os mortos. Se for o marido a morrer as mulheres ficam sem jóias, e sem as roupas coloridas que vestem, e apenas os homens podem ir ao funeral.

A religião é totalmente diferente da nossa, enquanto nós temos apenas um Deus, os indianos acreditam em vários Deuses, têm um Deus supremo, mas também aceitam outros Deuses da sua religião (henoteísta).

Os objectivos da vida humana são quatro: rectidão, sustento, prazer sensual, e liberação.

Reparo como os costumes e a cultura dos Indianos é tão diferente da nossa cultura é interessante a vida dos indianos, mas se eu agora tivesse de vir viver para a Índia iria demorar muito tempo a habituar-me a isto tudo.

A minha experiencia cultural na Arabia Saudita

Eram 6:00 da manhã, quando eu a minha familia chegamos ao nosso destino, Riyadh na Arabia Saudita.

La estava a nossa espera um guia turistico que nos levou até ao hotel e aconselhou a mim e a minha mãe a por um lenço na cabeça, pois as mulheres não têm os mesmos direitos que os homens.

Já no hotel foi-nos dada a chave dos quartos, onde ficamos a descansar um pouco.

Mais para o fim da tarde e depois de recuperarmos as energias eu e a minha familia fomos visitar o Museu Riyadh.

Por volta das oito horas da noite (uma hora em Portugal), regressamos ao hotel para irmos jantar.

Não foi espanto nenhum, não encontrar na ementa comida que tivesse porco, pois os arabes acham que o porco é um animal sagrado. Bem pedi um frango assado e uma água mineral ja que fazia tanto calor e eu nao queria apanhar uma desidratação.

Mal acabei de comer dirigi-me para o meu quarto acompanhada pelos meus irmãos.

No outro dia de manhã, uma terça-feira se não me engano, o nosso guia turistico acompanhou-nos até ao Palacio de Masmak.

Aproveitamos também, para fazer comprar umas lembranças para o resto da familia.

Quando eu ia minha mãe ja tinhamos escolhido tudo o que haveriamos de dar

dirigimo-nos a caixa.

Acabamos de sair da loja, e o senhor que nos atendei fechou-a a sete chaves eu virei-me para a minha mãe e disse “ fogo que racistas”, foi quando o meu pai me explicou que estava na hora de rezarem, e que havia duas seitas a sunita e a xiita a sunita era a seita que aceitava que a Suna era um complemento do Alcorão.

Nesse dia reparei que as mulheres não têm permição para conduzir e que para sairem a rua têm que estar sempre acompanhadas por homens.

Também reparei que não existem cinemas nem teatros.

Fui para o hotel, depois daquele longo dia, so me apetecia ir descansar e tirar aquele pano da minha cabeça.

“Que horror! Não sei como é que estas mulheres aguentam”, pensei.

Era o penultimo dia que passava em Riyadh, e os meus pais aproveitaram para ir a Meca ver o grande Al Masjid Al-Haram.

Finalmente chegamos ao nosso destino.

Ia com tanta velocidade que quase cai no chão quando vi uma rapariga não muito mais nova que eu a levar chapadas de um homem, não sei se era seu pai, não sei se era seu irmão, seu marido fosse o que fosse fiquei arrepiada .

Corri para a ir ajudar mas senti um puxao foi quando olhem para trás e vi o meu pai ele disse-me “Não te metas se não o homem ainda se vira contra ti”.

Eu não fiz nada continuei a olhar para aquela pobre adolescente, que tinha sangue a escorrer pela cara e o sei choro ouvia-se por tuda a parte.

Posso dizer que quando cheguei ao hotel ainda conseguia ouvir o chora da pobre rapariga.

Passei aquela noite acordada so a pensar naquela pobre rapariga.

No outro dia por passar aquela noite em branco não podia comigo propria ainda bem que era o ultimo e a viagem que ia fazer era de haviam.

Aproveitei e adormeci.

A pensar em como pode ser tão diferente um país de outro.

Diário de uma viagem ao desconhecido.

Olá começo-me por apresentar o meu nome é João António Sol Fernandes, nasci no dia 31 de Janeiro de 1989. Sou natural de São da Madeira. O meu pai é director da melhor empresa de jogos electrónicos e a minha mãe é psicóloga.
Neste diário que o comprei de propósito vai servir para os meus relatos a qualquer hora do dia, a viagem que vou fazer é a Itália. As minhas expectativas estão altas.

DIA 1
Começa por fazer uma pequena viagem de São João da Madeira até Lisboa, para apanhar o avião que me leva directo a Milão. Vou com o meu irmão, para me armar em duro e não chorar de saudades. Já sei que ele me vai dar uma caixa de chocolate “ Merci”, porque são muito apropriados para o tema. Hum hum não vou passar fome durante a viagem, dizem que a comida lá em cima é má.
Já estou em pleno voo. Que emoção!! Nem sabem da melhor estou a beira de uma de uma jovem bem girinha, vou aplicar os meus dotes de garanhão sanjoanense. Sim, é verdade deixei em São João da Madeira muitos corações a suspirar, então o da minha mãe. Depois de uma longa conversa acabei por descobrir que ela vai ficar perto do meu hotel. Quem sabe não dá-mos uma saída há noite.
Depois da azáfama para por tudo em ordem no meu quarto de hotel, fui relaxar um bocado na piscina do hotel.

DIA 2
Neste dia vou conhecer um pouca da grande cultura italiana, vou aprender a língua, claro que não vou ficar um “expert” mas vou saber mais do que neste momento sei. Vou também aprender o significado das cores existentes na bandeira (o verde, o branco e o vermelho). Para concluir vou aprender algumas tradições e costumes que tem durante o ano.
WOW!!! Que dia!! Adorei a língua italiana tem muitas diferenças entre o português, mas provem as duas do latim. Pelo que aprendi a bandeira italiana tem três significados, verde significa liberdade, o branco a igualdade e o vermelho a fraternidade. Uma das tradições dos italiano é como em Portugal, curiosamente, o dia da liberdade no dia 25 de Abril.
Já estou com saudades da minha família, acho que quando viajamos para um lugar distante as saudades aumentam com os km’s percorridos.
Ciao.

DIA 3
Este dia vai ser mais teórico e começo por vos dizer que em Itália o solo na sua maioria é utilizado na agricultura, os seus principais cultivos são cereais, as árvore de fruto, legumes, azeitona e vinho. Itália conta com uma empresa de automóveis “FIAT” uma das mais antigas marcas do mundo, é dona de várias marcas como a “FERRARI”, “MASERATI” e “ALFA ROMEO”. Também é proprietária de um clube de futebol de Itália a “JUVENTUS FC”.
Em termos arquitectónicos Itália tem um dos monumentos mais engraçados do mundo ele é a Torre de Pisa. Aqui também podemos ver o Coliseu de Roma ou então visitar um autentica cidade-museu de Florença.
Na cultura artística Itália é muito rica, com vários objectos do tempo da Grécia Antiga e dos Romanos. O Renascimento foi um marco muito importante para o país, porque se tornou num cento cultural e artístico.
Já na gastronomia tem uma das mais conhecidas e apreciadas em todo o mundo, como a pizza, a lasanha, esparguete e ravioles.

DIA 4
Na véspera do meu regresso a Portugal.
Itália é país muito desenvolvido, sendo um dos oito mais ricos do mundo. Possuindo uma grande influencia global na política, cultura, ciência, educação, moda, arte, arqueologia, religião, gastronomia, negócios, saúde, desporto, arquitectura, design, cinema, finanças e música. Milão, centro financeiro e industrial da Itália, é considerada a capital mundial da moda. Itália é uma república democrática e um país desenvolvido, com a oitava melhor classificação no índice de qualidade de vida. O país goza de um alto padrão de vida, sendo o 18º país mais desenvolvido do mundo. Itália é um dos países fundadores da União Europeia. Como em Portugal a maior parte da população é católica. O seu idioma principal é o italiano.
Esta noite vou ver um grande derby de Milão que opõe “A. C. MILAN” e “INTERNAZIONALE”, é daqueles jogos que são únicos. Estádio cheio adeptos a vibrar, jogadores de topo mundial.

DIA 5
Hoje é ultimo dia da minha estadia em Itália, ainda estou a vibrar com o jogo de ontem ficou 3-2 para o “INTERNAZIONALE” até ao ultimo minuto. Mesmo assim sinto-me triste por abandonar este país, porque não cheguei a ver todos os cantos do país.
Por outro lado estou contente vou voltar para casa para junto da minha família, decerto que vou ter imensas coisas para lhes dizer. Agora vou ter de arrumar todas as minhas coisas para poder estar a horas de apanhar o avião.
Cheguei a Lisboa, ainda estou a espera da minha boleia para o norte, o meu irmão ainda está a caminho do aeroporto ele sempre um atrasado, enfim nem toda a gente tem pontualidade britânica.

Espero que tenham gostado dos meus relatos, como eu gostei de os fazer.