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segunda-feira, 24 de maio de 2010

Reflexão sobre o meu percurso Filosófico

Nasci fisica e psicologicamente dependente de todos para sobreviver, foi crescendo e conquistando a minha indepência, no entanto ainda dependia dos outros para observar e avaliar o Mundo.
Na adolescência (idade filosófica por excelência) comecei a questionar os ensinamentos que fora adquirindo, porém não sabia que filosofava.
Através dessas dúvidas foi construindo a minha própia visão do Mundo.
No 10º ano, a disciplina de Filosofia apareceu na minha vida para enriquecer o meu ser e para que este fosse evoluindo.
Com esta disciplina foi aprendendo a abordar a vida e o Mundo mais profundamente.
No entanto ainda sinto que me é difícil equilibrar o superficial e o profundo.
É por isso que acho que a filosofia estará sempre presente na minha vida.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

"A explicação da estupidez humana" (Interpretação)


Neste texto o autor evidencia a dualidade do Homem ( O homem é o ser mais belo e mais feio ao mesmo tempo), através da consciencia da nossa finitude.
Essa consciencialização põe em evidencia dois aspectos do ser humano:
a nossa fargilidade e a nossa grandeza.
A fragilidade torna-nos semelhantes aos animais porque estes também padecem de doenças, de dor e da morte, porém a nossa grandeza evidencia a nossa humanidade.
Na maior parte das vezes, nós Homens, esquecemo-nos da nossa fragilidade e apenas olhamos para a nossa grandeza e assim tornamo-nos numa humanidade com um complexo de superioridade, julgmo-nos o centro de todas as coisas e ao o fazermos partimos do príncipio de que todas as coisas vivas se regem sobre o nosso poder.
E então quase como Deuses, esquecemo-nos do que é a humildade, quisemos esquecer que só encontramos respostas dentro de nós e que algumas dessas respostas só se nos serão reveladas quando o nosso ser estiver maturo o sufeciente para as compreender e usa-las da melhor maneira.
Mas como atingimos a maturidade? Alcançando aquilo que desejamos da maneira mais fácil? Compreendendo o Nirvana? Nao.
Devemos começar por observar a mais pequena das formigas e no entanto sentirmo-nos igual a ela, que trabalha arduamente para conseguir aquilo que quer!
No entanto, teremos também que dar mérito à nossa grandeza mas de maneira equilibrada, para que não haja um complexo de superioridade, nem um complexo de inferioridade.
O Homem como ser complexo criou e do projecto mental passou a uma obra material concretizada, as pessoas agarraram-se demasiado à obra e esqueceram-se da essência do projecto.
E como barcos à deriva numa tempestade, já não sabemos onde é o porto, e no entanto este é tão simples de alcançar.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Resumo da aula de Filosofia do dia 03/05/10

Entramos na sala. Após estar tudo em ordem recebemos as saudações da professora. Em seguida, procedemos à leitura e análise de um excerto do texto “O Principezinho” de Saint – Exupéry, uma obra profundamente filosófica.
Transcreverei do texto algumas frases importantes das quais explicarei depois o seu valor:
“Os homens… já não sabem do que andam à procura. Portanto, não fazem senão andar à roda…”
Esta frase demonstra que os homens que não sabem quais são os objectivos que querem alcançar, que não sabem que valor atribuir à vida e que sobretudo não lhe atribuem um significado, são homens perdidos que andam á deriva da vida.
“Os Homens da tua terra plantam cinco mil rosas no mesmo jardim… E, mesmo assim, não descobrem aquilo de que andam á procura…”
Saint- Exupéry quer fazer compreender ao Homem que só sabemos admirar e dar valor a algo escasso, que quando o temos em excesso não sabemos atribuir-lhe valor e no entanto é apenas preciso uma Rosa para que possamos apreciar a beleza do espécime.
“Mas os olhos são cegos. Deve-se é procurar com o coração.”
Usamos esta frase de Saint – Exupéry para a comparar com uma outra de Descarte “ O coração tem razões que a própria razão desconhece”, esta frase já tinha sido analisada num outro texto sobre o sentido da existência. Com estas duas frases podemos concluir que temos que procurar o sentido da existência em nós para em seguida o relacionar com o exterior, ou seja, aqui este coração refere-se á essência de cada um de nós e que essa essência tem que ser preservada para que as misturas e confusões que existem exteriormente a nós não nos afecte. Os olhos observam exteriormente, o que nos rodeia mas eles não conseguem visualizar a essência dos outros e nem mesmo a essência do portador desse par de olhos, por isso é que os olhos são cegos estes apenas abrangem a perspectiva exterior.
Também fomos relembrados que o significado do sentido da vida pode ter duas acepções:
.O superficial
.O profundo
E é nesta segunda acepção que devemos procurar o sentido da vida, Pois este é um assunto tão complexo e subjectivo que depende da perspectiva de cada pessoa e que varia de pessoa para pessoa.
No seguimento da aula passamos então a estudar e compreender as várias acepções do sentido:
Como direcção;
Como valor;
Como relação;
E como significado.
O sentido como direcção é o na medida em que traçamos objectivos e metas que nos propormos ultrapassar para nos sentirmos realizados.
Quando a vida é desprovida de direcção como sentido, é como se na vida fossemos um barco á deriva no meio de uma grande tempestade.
O sentido como valor é a acepção em que cada um de nós atribui um valor á vida para que saibamos que ela merece ser vivida.
O sentido como relação é uma acepção em que relacionamos o nosso sentido á vida com o mundo que nos rodeia, ou seja, como o ser humano não um ser solitário necessita da sociedade para que o sentido que atribuímos á nossa vida tenha muito mais sentido porque nos inserimos num contexto global que torna mais coerente a nossa vida quotidiana.
O sentido como significado, tudo o que nos acontece na vida tem um significado porém somos nós que o temos que descodificar, até o sofrimento tem significado pois após este ser ultrapassado tornamo-nos pessoas melhores e mais maturas para enfrentar novos desafios que se nos apresentam no quotidiano.
Como já referi o significado tem duas vertentes: uma superficial e imediata e outra mais profunda e oculta, e é nesta ultima vertente que devemos procurar o significado, para que quando tudo o resto falhar, e apenas restar a nossa essência esta não se dilua na espiral confusa que se irá se abater sobre nós.
Para consolidarmos a informação recebida, foi nos proposto pela professora, fazermos os exercícios da página 225 relativamente á matéria dada.
Num dos exercícios ficamos a compreender que certas condições inerentes ao homem como a limitação, a contingência, a fragilidade, a incapacidade, a impotência, a imperfeição e a indigência são condições que nos consciencializam para a finitude do ser humano.
Relativamente á transcendência verificamos que tudo que está para além das nossas faculdades, da nossa compreensão e para além da nossa realidade e do que é material significa que nos transcende, ou seja, ultrapassa a nossa compreensão.
Para finalizar a nossa aula, foi nos lida a resposta formulada pelo aluno João Pinho da turma C, relativamente a um trabalho de casa proposto pela professora.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

P.O.D - Will You

Iremos apresentar uma música, sobre o outro lado do amor, o lado das dúvidas comum a todos.
Esta música, de uma banda de metal cristão, fala sobre a fracassada falta de compromisso nas relações amorosas dos jovens hoje em dia. É possível ver através das expressões do refrão: "Será que vais? Vais ficar comigo hoje?... Então vais? Vais amar-me amanhã?"

Letra da música:

Será que vais?

Vejo-te sentada no quarto ao lado da janela,
Ela começa a chorar (começa a chorar)
A chorar sobre algo e olhando para o nada
Com medo agora (ódio agora)
Querendo? Precisando? Assustada? Isso está a matar-me
Fingindo que nada aconteceu para viver a vida como aquele homem
Eu vou chorar (isso é fingimento agora)

Será que vais, vais amar-me amanhã?
Será que vais, vais ficar hoje comigo?

Enfraquecendo e perdendo a razão pra lutar Contra o jeito como ela se está a sentir
Ela chora (chora)
Passando pelos impulsos e apoiando-se em esperanças
E em seus sonhos agora (de alguma forma)
Tremendo? Enganada? desamparada? Isso está a matar-me
Esperando que possas mudar, mas ele sempre foi desse jeito
Se fores embora agora, eu vou afogar-me...

Será que vais, vais amar-me amanhã?
Será que vais, vais ficar comigo hoje?
Será que vais, vais estar aqui amanhã?
Será que vais, te vais lembrar do dia de ontem?

Ontem! Ontem!
Ontem! Ontem!

Desta vez, eu sinto muito
Desta vez, eu sinto muito
Desta vez, desta vez, eu sinto muito por esta vez
Desta vez, desta vez, eu sinto muito
Desta vez eu sinto muito!

Será que vais, vais amar-me amanhã?
Será que vais, vais ficar comigo hoje?
Será que vais, vais estar aqui amanhã?
Será que vais, te vais lembrar do dia de ontem?

Vais? [6x]
Será que vais?
Vais? [6x]



Comentário á imagem.

A ironia é uma presença forte nesta imagem, através dela, critica-se aqueles que afirmam ser ateístas. Os ateístas são aqueles que negam a existência de Deuses, porém ao afirmarem esta convicção,normalmente também apoiam a teoria do absurdo da vida. Ou seja para essas pessoas não existe um sentido da vida, ou então esse baseia-se no conhecimento, mas então o que acontece quando enfrentam o desconhecido?
Qual será o seu apoio após o seu sentido ser abalado?
Esta imagem demonstra que por vezes não é apenas preciso dar um sentido através de um Deus. Todos nós damos um sentido à vida, esse sentido reside em nós e é preciso procura-lo.
Todas as pessoas tem algo em que acreditar, não importa o quão insignificante seja aos nossos olhos, não importa se existe ou não, pois o vosso Deus pode até ser o super Homem que Nietzche um dia descreveu.
O nosso Deus, é o sentido que damos às nossas vidas.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

correção da ficha de trabalho realizada na aula

1.Sentido da vida
2.Posso dividir o texto em 3 partes, na primeira o autor fala sobre o sentido da vida, na segunda ele identifica alguns desses sentidose como alguns desses sentidos estão errados, na terceira o autor conclui que o sentido da vida reside em nós e temos que procura-lo no nosso intímo todos os dias.
3.Sim, concordo com o título. Á procura de respostas seria a minha sugestão.
4.A tese central do texto é a de que o sentido da vida reside em nós e que é necessário procura-lo dentro de nós.
5.Os Argumentos usados pelo autor são o de a consciência da nossa finitude e a consciência do subjectivo e do falível.
6.As objecções que o autor imagina á sua tese são a ciência e o conhecimento exterior.
7.O autor responde que uma pessoa que defende o absurdo da vida, quando é confrontada com o desconhecido e com o subjectivo (como a morte), apercebe-se que a ciência não consegue explicar tudo e então começa a fazer questões filosoficas que o levarão a procurar o sentido da vida.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Resumo da aula de Filosofia

No dia 9 de Fevereiro de 2010, começamos a aula com um resumo sobre a unidade da dimensão ético-política inserido no tema análise e valoração da experiência convivêncial. Neste resumo a professora expôs alguns conceitos como a Moral e a Ética que passarei aqui a citar “A vivência humana realiza-se em coexistência com os outros, e por isso a acção humana implica o estabelecimento de relações que podem ser de solidariedade mas também de antagonismo e conflitualidade, por isso analisamos os domínios da Ética e da Moral, em que as decisões do agir são estabelecidas pela própria consciência do indivíduo, e depois, o espaço da política e do direito, em que as orientações do agir humano são resultantes de códigos de conduta impostos e controlados por forças exteriores. Para ilustrar diferentes concepções acerca da Moral, pomos em confronto as perspectivas clássicas de Aristóteles e Kant com o utilitarismo/consequencialismo.
Para melhor perceberem o que é o utilitarismo e o consequencialismo irei utilizar o meu dicionário de Filosofia para vos dar uma pequena noção desses conceitos.
Utilitarismo: uma forma de ética consequencialista em que o fundamental é promover imparcialmente a felicidade e o bem-estar.
Consequencialismo: defende que devemos optar pelos actos com as consequências mais valiosas ou seja devemos agir sempre da forma que resulta nas melhores consequências.
Após esta introdução á unidade passamos a estudar o tema A autonomia do sujeito moral, aqui abordamos problemáticas como se pode considerar uma pessoa um sujeito moral. Uma pessoa só pode ser considerada um sujeito moral quando interioriza as normas e os costumes das regras morais.
Porém a acção só é moral quando é efectuada segundo a intenção do sujeito.
Em seguida passamos a estudar e a reflectir sobre a intenção na acção moral, neste tema abordamos a intenção como factor principal da acção ou seja a acção moral apenas tem realmente valor se for praticada com intenção ética.
Este tema fez-nos entrar em debate através da pergunta Será de condenar uma mãe que rouba para matar a fome a um filho?
Esta pergunta levou-nos a reflectir sobre a nossa sociedade pois numa sociedade bem estruturada e justa uma criança nunca deveria passar fome porém isto não passa de um ideal como o do comunismo que na realidade não funciona. Pois para dar aos pobres é necessário retirar aos ricos, logo estes ideais nunca funcionariam pois os ricos não o aceitariam. E como as conversas são como as cerejas, que quando pegamos numa vem logo outra atrás, passamos para outro tema: a legitimidade dos ricos em o serem pois trabalharam para isso, sendo que depois passamos ao tema da diferença de ordenado entre diferentes profissões, aí ouvimos diferentes opiniões, também ouve uma pequena discussão sobre a frustração de não se estar no emprego desejado e para que se trabalhou. No fim falamos um pouco sobre pessoas que não sendo tão cultas como outras se adaptaram melhor ao meio. Durante o debate a professora encorajou-nos a defender-nos os nossos argumentos.
Após o debate e no fim da aula professora partilhou connosco uma definição do amor alertando-nos que amar não significa gostar sempre.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Japão: Uma viagem espiritual.

“O que é que eu estou aqui a fazer?” esta é logo a primeira questão que me coloco ao acordar, pouco me recordo do dia anterior apenas de pequenas fracções, sei que apenas queria afastar-me do meu mundo para conseguir uma melhor perspectiva e clareza do meu percurso e das minhas escolhas e então finalmente tive a coragem de partir. E aqui estou eu, num país distante do meu onde o modo de pensar é diferente e distinto.
Por fim e após estas reflexões acabo por sair do futon pois decidi ficar num hotel tipicamente japonês e aqui dorme-se em futons, a principio pode não ser nada agradável porém sei que poderei me habituar com o tempo e é sempre bom para corrigir a postura.
Todos os hotéis típicos têm termas e é onde vou tomar o meu banho, aqui há uma parede que separa a zona dos homens da das mulheres, é realmente relaxante demoro-me mais um pouco a água morna e corrente acalma-me o espírito, sim acabo de me aperceber que é esse o objectivo, a calma aqui é um dos mais antigos ideais do espírito. Algumas mulheres vão saindo, acho que está na altura de irem tomar o café da manhã como se diz aqui. Passado algum tempo resolvo sair, já que o meu estômago exige-me o pequeno-almoço.
Na sala comum espera-me a primeira refeição da manhã, aqui as mesas são demasiado baixas, ao princípio estranho mas depois olho em volta e então tudo faz sentido, aqui ajoelhamo-nos para comer, a mim parece-me desconfortável mas enfim irei tentar. Ajoelho-me numa mesa ao canto e então aparece uma empregada vestida com um belo quimono, fico deslumbrada com os complicados padrões dos desenhos, sei que no Japão os quimono são considerados arte. Ela pergunta-me se desejo tomar o pequeno-almoço tradicional, eu respondo-lhe que sim (a minha pronuncia é completamente diferente da dos japoneses, mas a rapariga entende-me) o meu japonês ainda é muito básico mas dá para me desenrascar. Passado pouco tempo ela volta com “misso shiru” numa malga em porcelana e com um prato com arroz e pickles. Olho para o meu pequeno-almoço, sinceramente preferiria o pequeno-almoço do meu país mas vim para aqui com o intuito de experimentar e viver uma cultura totalmente diferente da minha, por isso esqueço os meus gostos e preparo a minha mente para novos sabores. Começo pelo “misso shiru” que é uma sopa feita á base de soja e bebo-a, bem o sabor é bastante diferente porém não posso considerar que seja um mau sabor, em seguida pego nos pauzinhos (aqui não se usa talheres) e tento comer o que está no prato, é bastante difícil comer arroz assim, é preciso ter perícia e ser rápida mas como para mim é difícil demoro bastante tempo a acabar a minha refeição enquanto como vou observando a harmonia da sala e reparo que segue as regras do Feng Shui ou seja baseia-se no fluxo de energia que os objectos transmitem tentando ao máximo evitar as más energias, considero essa teoria bastante racional pois também acredito na influência dos objectos pois tudo nos afecta mesmo que não nos demos conta disso. A sala contem bonsais que estão ligados á terra ou seja harmoniza a sala com a natureza e também existe uma tela com a imagem da montanha que significa força e pureza. Quando estou quase a acabar o meu pequeno-almoço a dona do hotel dirige-se á minha mesa, noto que é a dona do hotel devido ao seu quimono muito mais trabalhado e com complicados padrões de desenhos que são deveras muito mais bonitos que os da empregada, o seu penteado é demasiado complexo e contem variados ornamentos, os seus olhos estão maquilhados de preto e a boca está pintada de um vermelho vivo. Ela traz uma chávena de chá que posso concluir ser chá verde, ajoelha-se diante de mim e pergunta-me se gostei do quarto respondo-lhe que sim. Após mais algumas perguntas banais, começa por me dizer o seu nome: Yuki que significa neve, aqui todos os nomes tem um significado. Yuki conta que recebeu esse nome porque quando nasceu o seu pai olhou pela janela e viu neve na montanha, ele sentiu que era um sinal e então resolveu dar esse nome á filha para que a sua alma permanece-se tão branca como a neve no topo da montanha, concordei com Yuki no facto de ser um belo nome e de as razões dessa escolha terem sido uma das melhores. Ela sorri e diz-me que o nome duma pessoa é muito importante pois irá influenciar o seu carácter juntamente com outros factores, então ela pergunta-me o meu nome após ficar a sabe-lo, o seu rosto ilumina-se e explica-me que o meu nome significa aquela que é amada, não lhe respondo nada pois tenho as minhas dúvidas em relação a isso. Em seguida ela conta-me a história da sua família, com orgulho diz que pertence a uma longa linhagem de samurais, é importante a linhagem da família para estas pessoas e ser duma linhagem de um bom samurai é quase como se fossem da família real não por causa das riquezas mas sim pelos ideais que os seus antepassados apoiavam e também pelas técnicas que variavam de samurai para samurai. No fim ela diz-me que o seu irmão tem um dojo no sopé da montanha, um dojo é uma escola que ensina a arte dos samurais (o Kendo). Por fim despeço-me e saio para a rua, o hotel encontra-se na periferia da cidade. Ao sair reparo nas estátuas dos pilares que marcam a entrada do hotel, as estátuas representam o gato da sorte: Maneki neko.
Como já referi aqui acredita-se no poder dos espíritos que podem estar representados de muitas maneiras (através da natureza, de animais e até através de objectos).
Apanho o autocarro para Tóquio, a capital, quando chego vejo uma multidão de pessoas, sinto a vibração da cidade a fervilhar de actividade e de energia.
Enquanto caminho pelas ruas reparo na diversidade da forma de vestir, observo com incredibilidade as pessoas a usarem quimono, yukara, hakama, roupas ocidentais e cosplay. Reparo que as pessoas aqui não são preconceituosas, não olham de lado para pessoas que se vestem de maneira diferente da sua, como eu gostaria que na sociedade em que vivo o preconceito não fosse o prato do dia.
Estou na cidade da tecnologia, são imensos os arranha-céus e como hoje é domingo as principais ruas estão interditas ao trânsito devido á politica para diminuir a poluição numa cidade tão grande, então calmamente ando no meio da multidão e aprecio a cidade. Almoço sushi num restaurante de Tóquio.
Após o meu almoço decido apanhar o shinkansen, o comboio foguete, vou para o monte Fuji, o monte sagrado.
Quando chego é me impossível descrever a grandiosa paisagem que observo, realmente era impossível este monte não fazer parte da vida das pessoas aqui. Procuro o dojo do irmão de Yuki, este encontra-se no sopé do monte Fuji. Entro no dojo, um espaço amplo em bambu, procuro o irmão de Yuki vejo ao fundo uma pequena porta que penso dar para o jardim encaminho-me para aí. Tinha razão no jardim está o irmão de Yuki, ajoelhado a beber o seu chá, não o interrompo. Tenho a certeza que está a meditar, logo espero que termine dentro do dojo. Quando entra não fica surpreendido por me ver ali pois sentiu a minha presença quando fui ao jardim.
Cumprimento-o e digo-lhe que estou alojada no hotel de sua irmã. Ele acena-me e diz-me que se chama Natsu (Verão). Digo-lhe que gostaria de ter uma aula de Kendo. Ele sorri, começa por me dizer que quando se luta, luta-se por algum ideal, sem um ideal a espada não tem alma e sem alma uma espada acabará por cair. A técnica apenas aperfeiçoa o manejar da alma (espada). Natsu entrega-me um Shinai, uma espada de bambu e começa-me a ensinar algumas técnicas sendo que no fim da aula mostra-me que a espada reage a personalidades diferentes de maneira desigual ou seja se lutarmos pelo ideal mais correcto, a espada será-nos fiel.
Após a minha pequena lição de Kendo, vagueio pela aldeia do sopé do monte Fuji. Ao passar por uma casa, uma idosa convida-me a entrar, aceito de bom grado o seu convite. Oferece-me chá e um prato com vários doces típicos do Japão, Nerikiri, Monaka e Rakugan. Provo as Monakas e os Rakugans porém não me atrevo a comer os Nerikis que são uns doces feitos á base de feijão vermelho, odeio feijão. Enquanto conversamos explico-lhe porque estou no Japão, a idosa Sachiko (criança feliz) conta-me um pouco da sua vida diz-me que nasceu naquela aldeia e que quando tinha 20 anos decidiu ir viver para Tóquio, lá conheceu o homem com quem tencionava passar o resto da vida porém Ichigo (Morango) foi chamado para a 2ª guerra mundial e antes de ele partir Sachiko decidiu casar com Ichigo e nesse mesmo dia eles casaram sendo que Ichigo fez-lhe prometer que ela viveria por eles os dois. Então Sachiko conseguiu arranjar forças para sobreviver á Guerra porém Ichigo não voltou, um oficial deu a trágica notícia. Porém Sachiko confidencia-me que ele ainda vive no seu coração.
Infelizmente tenho que voltar, está a ficar tarde, ainda tenciona jantar no hotel da Yuki. Amanhã vou visitar os templos xintoístas e budistas, também tenciono visitar o castelo Nagoya que é um castelo tipicamente Japonês e que foi incendiado e reconstruído e por essa razão contém muitos amuletos contra incêndios. Estou ansiosa para que chegue o próximo sábado pois vou assistir ao Festival do rio Sumida-Gawa que se realiza sempre no último sábado de Julho, este é um Festival com fogo-de-artifício onde as pessoas vestem kimono e levam lanternas de papel.
Chego ao hotel bem cansada desta minha jornada.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Relatório de Filosofia



Relatório do filme “Sinais do futuro” relacionado com a matéria em estudo na disciplina de Filosofia.



Na última aula de filosofia ocorrida no dia 7 de Dezembro de 2009, visualizamos um filme cujo conteúdo relacionava-se com a matéria que temos vindo a estudar. Após a visualização desse filme a professora Diana Tavares pediu-nos que definíssemos alguns conceitos baseando-nos no filme e outros que apareciam no filme como Livre arbítrio, determinismo, kabbalah e numerologia, passando a ser nosso objectivo responder a uma pergunta pertinente colocada pela professora: Acreditas no destino?



Antes de começar a definir os conceitos pedidos pela professora considero necessário apresentar um pequeno resumo do filme.


A história começa em 1958 numa escola onde vai ocorrer uma cerimónia, em que os alunos têm que desenhar como vais ser o seu futuro e depois os desenhos são postos numa cápsula do tempo que só será aberta decorridos 50 anos, esta ideia veio de uma aluna chamada Lucinda que preenche toda a sua folha com números. A folha de Lucinda é entregue a um rapaz cujo pai é um professor que acredita no livre arbítrio, porém após a descoberta do significado da sequência dos números escritos muda de opinião e começa a acreditar no determinismo. A sequência dos números revela a data, as mortes e o local (latitude e longitude) de catástrofes, essa sequência foi escrita antes dessas catástrofes acontecerem porém maior parte desses acontecimentos já ocorreram e alguns estão para acontecer, o professor tenta impede-los de acontecerem com a ajuda da filha de Lucinda.



Livre arbítrio: Teoria que considera que tudo acontece por coincidência ou seja nada está premeditado, somos nós que controlamos as nossas acções. No filme a personagem principal acredita nesta teoria, porém vai mudar a sua opinião depois dos acontecimentos em que se vê envolvido.



Determinismo: Teoria que contradiz a do livre arbítrio, esta teoria considera que á uma razão para todos os acontecimentos no mundo e acções humanas, e que estes são provocados por um conjunto de circunstâncias anteriores.


No filme o determinismo é nos mostrado através da folha que Lucinda escreveu, pois os números determinavam acontecimentos que ainda não tinham ocorrido.


Numerologia: Estudo da simbologia dos números, uma das áreas de estudo da kabbalah, teoria que acredita na essência dos números e na influência que exercem sobre o ser humano.


Este assunto é referido no filme, quando o amigo do personagem principal diz que aqueles números escritos na folha não têm qualquer lógica como a numerologia, a kabbalah e os números pitagóricos.


kabbalah: Interpretação alegórica do Velho Testamento entre os antigos Judeus, a kabbalah é constituída por 10 bolas numeradas de 1 a 10 que ajudam ao autoconhecimento e ao conhecimento do Universo. A cada número está associado um anjo sendo que a kabbalah representa todo o bem e na kabbalah invertida cada número representa um demónio sendo que a kabbalah invertida representa todo o mal.














Kabbalah invertida e kabbalah respectivamente.


Destino: Fixa de maneira irrevogável o curso dos acontecimentos.



Após a definição destes conceitos vou por fim responder á pergunta feita pela professora: Acreditas no destino?


Porém antes de responder vou definir o que considero que é o destino.


No meu entender Deus como ser superior, tem uma missão para cada um de nós ou seja tem expectativas do que podemos vir a ser ou seja cria o nosso destino porém considero que não nos é obrigatório concretizar esse destino, como disse são expectativas logo podemos atingi-las e até ultrapassa-las como também podemos nem sequer chegar lá perto. Eu vejo isto como sendo quase uma opção pois nós é que escolhemos e assumimos responsabilidades pelas decisões que tomamos, acho que Deus só intervém dando-nos as possibilidades e consequências dessas mesmas escolhas e não acredito que já estivesse predestinado que eu iria fazer aquela escolha mas sim que haja sempre uma razão para essas mesmas escolhas. Também acredito que essas possibilidades e ofertas de escolhas nos é dada consoante o ambiente (meio) em que nos encontramos e as escolhas dos outros que também nos afectam e que podem modificar o nosso futuro, por isso é que é tão importante reflectirmos nas nossas acções e nas nossas escolhas para que não nos afectem negativamente e para que as consequências dessas escolhas sejam boas tanto para nós como para os outros. Para finalizar vou responder á pergunta.


Sim, considero que de certa maneira acredito no destino.